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06.03.15
Ex-Nissin Foods, Masaki Kato palestra sobre história do lámen no mundo
Quando falamos em “miojo”, o que vem à nossa mente é a imagem daquele macarrão, rápido e fácil de preparar, certo? Pois é. Para os brasileiros, essa palavra virou sinônimo de macarrão instantâneo, ou lámen, como é conhecido no mundo e também no Brasil.
Para falar sobre o sucesso mundial do produto, criado por Momofuku Ando, fundador da Nissin Foods, Makaki Kato, atual membro da JFIA – Japan Food Industry Association e ex-diretor da Nissin, onde atuou por 37 anos, veio à São Paulo, em 5 de março, para palestrar no auditório do Club Homs, localizado no centro da cidade.
Na ocasião, Kato falou da importância da patente de produtos, sobretudo de seu bom desenvolvimento para que chegue ao mercado consumidor com credibilidade.
– O mais importante que a Nissin Foods conseguiu fazer foi não simplesmente desenvolver um produto e patentear, mas fazer esse produto chegar ao mercado – contou Masaki Kato.
No Brasil, o lámen comemora 50 anos. Ele foi introduzido através de um emigrante taiwanês, que montou uma pequena fábrica no país e passou a produzir os macarrões instantâneos, adotando o nome de “miojo.
– Tempos depois, a Nissin comprou a empresa do taiwanês e, com isso, o nome “miojo” passou a ser utilizado oficialmente pela nossa empresa, apenas para os produtos comercializados no Brasil – explicou.
Apesar de o lámen atrair grande parte dos jovens do mundo inteiro, o objetivo inicial do produto foi o de atingir as donas de casa, da década de 50, que começavam a trabalhar fora. Com o passar do tempo, o lámen virou moda entre os adolescentes e, com o surgimento do Cup Noodle, tornou-se febre mundial.
– O Chicken Lamen difundiu o conceito de macarrão instantâneo e o Cup Noodle abriu as portas para o mundo – completou o ex-diretor da Nissin.
Atualmente, a população brasileira consome, em média, apenas um pacote de lámen por mês. Já no Japão, o consumo é de uma unidade por semana.
– Acredito muito que existe grande possibilidade desse número aumentar no Brasil. Já na Europa, não conseguimos desenvolver os negócios porque isso é algo que está fora da cultura local – especificou.
Masaki Kato contou que o lámen era conhecido como macarrão mágico e, para isso, era preciso atender a cinco condições: ser saboroso, fácil de preparar, seguro, barato e ter longo prazo de validade.
– Hoje eu me sinto como se tivesse recebido o Prêmio Nobel dos Alimentos e acho maravilhoso ter desenvolvido produtos que ainda não existiam no mundo – finalizou Kato.
CURIOSIDADES DO LÁMEN
– O lámen é feito de farinha de trigo, sal e água e é amassada por várias vezes até chegar a espessura de 1 milímetro. Durante o preparo do produto, o lámen é cozido à vapor para facilitar a digestão do alimento e o caldo fica impregnado para absorção do sabor. Após esse processo, o macarrão passa por uma esteira, é cortado em uma temperatura de 160 graus para obter um sabor acentuado e, enfim, é empacotado para comercialização.
– Em um pacote de lámen, o macarrão possui 80 fios e, no total, seu comprimento é de 50 metros.
– O lámen foi consumido pela primeira vez no espaço em 26 de julho de 2005.
– Em média, são consumidos 105 bilhões de lámen no mundo, 5,4 bilhões no Japão e os responsáveis por metade do consumo mundial são os chineses.
– O Brasil está entre os 10 países que mais consomem lámen no mundo.
– O Chicken Lamen foi patenteado em 12 de junho de 1961.
– A Nissin Foods está presente em 19 países, com 51 fábricas espalhadas pelo mundo, sendo duas delas instaladas no Brasil.
– O termo Glocal Foods significa que os lámens têm sua forma de produção global, mas com sabor local, atendendo as características culturais, específicas de cada país.




