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11.12.17

Futebol japonês e Olimpíada de Tóquio é tema de encontro entre amantes do esporte

Um encontro entre fanáticos por esporte, mais especificamente pelo futebol, ocorreu no último dia 2, sábado, no Miyazaki Kenjinkai, na Liberdade, em Sâo Paulo, para discutir o tema “Futebol no Japão e a Olimpíada de Tóquio 2020”.

Prestes a sediar a próxima Olimpíada, o Japão foi tema da palestra promovida por Elias Falarz, do Podcast Hinomaru, o jornalista Tiago Bontempo, colaborador do Globoesporte.com e Edwin Hasegawa, Coordenador da Seleção Japonesa de Futebol na Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada Rio 2016.

Dentre os assuntos abordados, estavam a história e a evolução do futebol japonês, além da importante participação de atletas brasileiros, como Zico, que contribuíram para o crescimento do esporte no país.

Edwin Hasegawa, que acompanhou a delegação japonesa de futebol, durante os dois maiores eventos esportivos ocorridos no Brasil, em 2014 e 2016, não conteve a curiosidade em saber se o Japão teria interesse em contratar um técnico brasileiro para comandar a Seleção.

– Perguntei se o Japão não gostaria de ter um técnico brasileiro, mas eles disseram que a experiência com um brasileiro, na parte técnica, é complicada. O japonês trabalha com planejamento, precisa ter um cronograma, estratégia, e o brasileiro trabalha muito com improviso – contou Hasegawa, que recentemente retornou do Japão, como bolsista, à convite do Consulado Geral do Japão em São Paulo.

Apesar de ainda ser difícil alcançar um título mundial, a equipe masculina de futebol japonês está otimista, já que, na próxima Olimpíada, jogarão em casa:

– Principalmente pela Olimpíada ser no Japão, a expectativa está muito grande. E também pelo fato de o país ter alguns jogadores que estão se destacando nas categorias de base, como o garoto de 16 anos chamado Takefusa Kubo – explicou Tiago Bontempo.

O jornalista contou que o atleta conquistou grande destaque durante alguns meses jogando no Barcelona, fazendo muitos gols, ainda com 10 anos de idade, dando esperança aos japoneses de que se torne uma estrela de nível mundial.

– Por um lado isso é um pouco preocupante, porque ele ainda é uma criança e estão colocando uma expectativa muito grande nele – alertou Bontempo.

O colaborador do Globoesporte.com destacou também o jogador de 17 anos Keito Nakamura, um dos grandes artilheiros do Japão na categoria Sub-17. Clubes europeus já estão de olho no atleta japonês.

– Por mais que ainda vemos uma certa dificuldade em questão de resultados, pelo fato de potenciais jogadores surgirem no Japão, a tendência é realmente continuar evoluindo, ser otimista a conseguir resultados positivos – complementou.

Por mais opostos que estejam Brasil e Japão geograficamente, os países têm uma relação muito próxima em diversos aspectos, inclusive no mundo esportivo. Muitos jovens atletas de futebol iniciaram nesta modalidade através de intercâmbio, ou seja, brasileiros buscaram conhecimento no Japão e os japoneses no Brasil.

– Muitos já vieram para o Brasil, inclusive o team manager da Seleção Japonesa esteve por aqui para fazer intercâmbio quando era jovem. Alguns jogadores brasileiros desconhecidos jogaram no Japão. No time da Chapecoense, quatro pessoas, incluindo o técnico, treinaram no Japão – revelou Hasegawa.

Por mais que a relação entre Brasil e Japão seja tão amistosa, qual dos países você acredita que pode deixar um importante legado em eventos da grandeza de uma Copa do Mundo ou Olimpíada? Edwin Hasegawa deixou sua opinião:

– Acredito que nós vamos ter mais a aprender com eles do que eles com a gente, apesar de que eles também querem a nossa experiência. Dos dois lados sempre vão haver coisas positivas e negativas. Os japoneses admiram o calor humano e a simpatia do brasileiro, eles são um pouco fechados, mas estão abrindo as portas para os estrangeiros com intuito de melhorar a sociedade – finalizou.

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