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11.04.16
Michika Iida tem casa cheia em apresentações de Teatro Yumehina, em São Paulo
A artista Michika Iida, única sucessora no mundo do mestre Hoichi Okamoto (Hyakki Dondoro), esteve no Brasil para duas apresentações especiais do Teatro Yumehina, o teatro de bonecos da artista, nos dias 12 e 13 de março, no Teatro FECAP, em São Paulo.
A arte do Teatro Dondoro ou Hyakki Dondoro, do mestre Hoichi Okamoto, foi criada na década de 70, no Japão, e tem como principal característica a utilização de bonecos em tamanho natural, que contracenavam com seu criador.
Com o falecimento de seu mestre, Iida criou o Teatro Yumehina, na união das antigas denominações de “sonho” (yume) e “bonecos” (hina), que atualmente é chamado também de Teatro de Bonecos de Michika Iida, em que traz expressões cênicas ímpares, com a presença de bonecos confeccionados pela própria artista.
Iida apresentou duas peças em cada dia e, em sua estreia, a abertura ficou por conta do espetáculo Rocka – A mulher da Neve e, na sequencia, Kaze – A Deusa do Vento e o Imperador Criança.
O segundo dia recebeu como novidade a peça Kenshin – A Encarnação, como segunda apresentação da artista, natural de Kagoshima, no Japão, que já esteve no país em outras oportunidades, como equipe de Hoichi Okamoto.
– Escolhi as peças que mais gostaria que fossem assistidas pelo público no Brasil. Rocka – A Mulher da Neve é a peça mais recente e a mais excitante atualmente. Considero Kaze uma obra representativa no conjunto de peças, e Kenshin, trata-se da obra herdada de meu mestre – explicou Michika Iida.
Após os espetáculos deste ano, a artista japonesa comentou sobre a reação do público brasileiro, ao assistirem às suas apresentações:
– Preocupei-me com a receptividade da plateia, mas não houve pessoas exaltadas como existe algumas vezes em festivais, ou então uma temerosidade sobre algo desconhecido do Japão. No Brasil, as pessoas se aproximaram e abraçaram o Japão. Senti como se estivesse compartilhado emoções numa dimensão profunda com o público – contou Iida.
Em sessões lotadas, Iida se mostrou surpresa com a representatividade do público brasileiro diante de apresentações de uma arte pouco conhecida no Brasil.
– Sinto-me surpresa e bastante grata por ter casa cheia nos dois dias de apresentação, mesmo não sendo um evento de festival. Senti na pele o real interesse das pessoas pela cultura do Japão – finalizou a artista.


