Entrevistas 話したい
14.10.17
Nagata George, do Ichimujin, fala com exclusividade ao portal Yomitai. Confira!
O quinteto japonês Ichimujin esteve no Brasil neste segundo semestre para promover o novo álbum do grupo chamado Still Motion e, também, a sua nova formação.
O Yomitai bateu um papo exclusivo com um dos integrantes da banda, o pianista Nagata George, nascido na Flórida, nos Estados Unidos, mas que já morou na Inglaterra, Califórnia e atualmente vive em Tóquio, no Japão.
Em sua primeira passagem pelo Brasil, Nagata falou sobre as impressões que teve durante sua estada por aqui:
– Eu imaginava que haveria mais Bossa Nova e não tem muito. Mas tudo bem porque Bossa Nova é uma música tradicional e provavelmente está dentro de todo mundo, é a base de toda a música brasileira, além do samba. Acho que o Brasil tem a mente aberta em termos de música, coração, ouvido. Nós tocamos músicas que o público nunca ouviu antes e eles aplaudem. Isso é muito louco e é por isso que estamos muito orgulhosos de estar aqui.
O pianista explicou a diferença de tocar para o público japonês e o brasileiro, lembrando da apresentação que fizeram no Festival da Cultura Japonesa de Salvador, na Bahia.
– Na Bahia foi a mesma coisa. Todo mundo estava muito focado, se divertindo com a música e quando tocávamos solos, as pessoas iam à loucura. E no Japão, as pessoas são diferentes, eles simplesmente escutam a música e apreciam, o que também é bom, mas quando você recebe o aplauso do público é muito melhor! – disse Nagata.
As influências de Nagata são das mais variadas e de diversos lugares do mundo todo. O músico revelou que, em outra época em que também morou no Japão, estudou música brasileira durante 7 anos.
– Eu amo a música brasileira, especialmente o samba, choro, baião. Estudei música brasileira por 7 anos em Tóquio e toquei muitas músicas de Tom Jobim, Djavan, Carlos Lyra, Flávio Venturini e Milton Nascimento – contou.
Confira a galeria de fotos do show do Ichimujin, na Noite do Sushi, em Itu!
Nagata é realmente um grande fã da música brasileira. No ano de 2012, ele gravou o álbum chamado Brasilian Groove, um duo de guitarra e piano. Neste trabalho, Nagata George regravou uma de suas músicas brasileiras preferidas: Emoldurada, de Ivan Lins.
Quando questionado sobre o que levará do Brasil, ao retornar para o Japão, Nagata confessou seu desejo de retornar ao país.
– Eu acho que sentirei falta da energia do Brasil. No Japão as pessoas gostam de respirar e apreciar a música, mas no Brasil o público vibra e os japoneses não fazem isso, eles são o oposto. Na próxima vez que vir para o Brasil, quero ir ao Rio de Janeiro e visitar o Corcovado porque Corcovado é minha música favorita – concluiu o pianista.
Veja a galeria de fotos da apresentação do Ichimujin no Tonton Jazz, em São Paulo:
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Apresentação do grupo japonês, Ichimujin, no Tonton Jazz (Foto: Yomitai) -
Apresentação do grupo japonês, Ichimujin, no Tonton Jazz (Foto: Yomitai) -
Apresentação do grupo japonês, Ichimujin, no Tonton Jazz (Foto: Yomitai) -
Apresentação do grupo japonês, Ichimujin, no Tonton Jazz (Foto: Yomitai) -
Apresentação do grupo japonês, Ichimujin, no Tonton Jazz (Foto: Yomitai) -
Apresentação do grupo japonês, Ichimujin, no Tonton Jazz (Foto: Yomitai) -
Apresentação do grupo japonês, Ichimujin, no Tonton Jazz (Foto: Yomitai) -
Apresentação do grupo japonês, Ichimujin, no Tonton Jazz (Foto: Yomitai)


